ABOUT ME
há dias em que estou assim;
e assim fico até o anoitecer;
e o anoitecer vem;
e
eu
continuo assim;
e assim vêem as insónias;
e
eu
continuo assim;
e os dias passam;
e
eu
continuo aqui, assim.
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THANKS TO
blogger
segunda-feira, maio 23, 2005
elle
sem querer rebentou por dentro,
levantou-se e a pele nas costas caiu.
uma poça de sangue, uma cama tingida
uma cara manchada, uma alma partida
sem querer rebentou por dentro,
não a queria assustar por isso partiu.
- posted by Mariana @
7:21 da tarde
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terça-feira, maio 17, 2005
Neste leito ensopado de perda, tenho pensamentos turvos. Chega de lirismo, bati no fundo. É da dor crua e amarga que meu peito saboreia. Voltarei a deambular de corpo em corpo na esperança de Te encontrar. Noite após noite irei entregar-me ao fel do suor, às paixões imundas. Lavarei a alma na escuridão e, aos poucos, desaparecerei...
- posted by Mariana @
8:18 da manhã
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segunda-feira, maio 16, 2005
love, passion or desire?
just words and you,
[
in my thought
].
- posted by Mariana @
4:18 da tarde
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domingo, maio 08, 2005
eternamente
As palavras cessaram.
Não ousarei dizer teu nome,
pois ele dói, queima.
Hoje morre um pouco de mim,
amanhã um pouco mais,
e assim será até ao fim.
- posted by Mariana @
9:27 da tarde
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elle tourne
Elisa andava angustiada. Não escrevia há dois meses, as palavras foram-lhe guardadas e cravadas no coração e agora corriam-lhe nas débeis veias, escondidas de todos. Estava parada, debruçada sobre a secretaria, sentia a sol a aquecer-lhe as costas, não se mexeu. Pegou na caneta, rabiscou algo, ilegível, talvez numa língua estrangeira que ela própria desconhecia. Ouvia o som saído da aparelhagem, sorriu. Sorriu porque lembrou, porque não perdeu aquela lembrança, aquela que a despertou numa manhã de Junho.
Elisa recordou os sonhos – aqueles - os partilhados no leito da paixão. Saberia o seu destino tão bem que chegava a doer mas mesmo assim partilhou-os no meio de beijos e amor. Depois disso deram as mãos e adormeceram, sonhavam sobre as promessas, seladas a cunho de sangue.
Subitamente, notou que algo em si ainda estava vivo, ainda seria capaz de amar talvez se aproximar novamente deste novo sabor, o que a fez sentir o sol nas costas. Elisa dizia baixinho
não te escondas de mim e eu não fugirei de ti, eu amo-te! ouviste? amo-te! como nunca amei
. Recordou aquele olhar, aquele que a fez render logo no suspiro do dia. Era manhã, e de manhã já sabia o que ia viver, quem ia amar, o que iria chorar. Acreditava no que sentia e só por isso se deu, deu-se como nunca antes, como se nunca tivesse tocado a ninguém. Nasceu ali e ali soube que iria morrer.
Afasta os pensamentos como se moscas fossem, vira-se e sente o sol na cara, vai à janela e sorri, sorri porque ainda acredita nesse amor, esse que a fez nascer e porque se não acreditar.. ela morre, morre como nunca antes morreu, morre lúcida da solidão.
- posted by Mariana @
3:18 da tarde
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instante
sinto uma enorme necessidade de te ouvir..
[tenho medo da necessidade]
..de trocar algumas palavras contigo.. quem sabe de algum amor, perdido nos caminhos distância. se sentires o mesmo, porfavor procura-me.. se não, abandona-me, deixa-me morrer.
- posted by Mariana @
2:46 da manhã
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sábado, maio 07, 2005
quarto crescente
o que és para mim,
só eu sei.
não sei se irei aguentar
o peso da perda..
o esganar a felicidade,
o abraçar lúcido da morte.
- posted by Mariana @
6:17 da tarde
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